quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Amizade: Necessidade do coração do homem


No coração do homem existe uma profunda sede de amar e de ser amado; o ser humano possui uma capacidade infinita de relacionamento. Falaremos aqui sobre o relacionamento de amizade, sem, no entanto, ter a pretensão de esgotar assunto de tamanha riqueza.
Não se vive bem, não se vive feliz sem amigos. Aristóteles, filósofo grego, nos diz que sem amigos ninguém escolheria viver. Esta é uma belíssima condição de amor que Deus colocou para as nossas vidas. A amizade é, portanto, uma necessidade do coração humano.
A juventude, de maneira bem especial, é um tempo muito propício às descobertas nesse sentido. É nesse tempo que despertamos para o outro, passamos a crescer com a diferença, deixamos florescer em nós o amor, a capacidade de nos doar, de sair de nós mesmos, de ir ao encontro das necessidades do outro, de buscar o bem-estar do amigo muito mais que o nosso, de perceber que ele nos é necessário...e tudo isso vai gerando a humildade em nós. O amor nos faz pequenos, porque não podemos forçar que o outro se abra a nós, que o outro nos ame, que o outro nos sirva, que o outro se entregue por nós.
Encontrar um amigo verdadeiro, fiel não é tarefa das mais fáceis. É preciso ter paciência, pois às vezes precisamos esperar bons anos para encontrá-lo. Porém é preciso firmar nossa espera em Deus, sabendo que faz parte do seu plano dar-nos relacionamentos maduros de amizade. Certamente existirá alguém que vai nos amar profundamente, como nós somos, mas precisamos nos abrir a isso e esperar, abandonados nas mãos de Deus. Além disso é preciso ter cuidado, não nos deixar enganar. O mundo tenta a todo instante nos “empurrar goela abaixo” uma série de mentiras e ilusões com o nome de amizade, mas que estão muito longe da verdade que nosso coração tanto anseia. Não encontramos um amigo verdadeiro talvez por estarmos impregnados de uma falsa mentalidade que nos ensina que o vale a pena é buscar o próprio interesse e bem-estar, o bom é ser amado, ser servido; e nos afundamos cada vez mais na centralização e no egoísmo e isso só nos distancia do ideal para o qual fomos criados.


Jesus, modelo perfeito de amizade, nos diz que há mais alegria em dar do que em receber. É dessa experiência que temos necessidade: nos deixar amadurecer mais pelo amor doado do que pelo recebido. Precisamos guardar nosso coração do egoísmo, da carência, da imaturidade, da dependência afetiva, do apego, do ciúme, da inveja, da falta de liberdade e dos maus hábitos e abri-lo para relacionamentos verdadeiramente maduros, em Deus, firmados no serviço, na doação de si mesmo em favor do outro, no amor verdadeiro, amor que não põe condições, que tudo crê, tudo espera, tudo suporta, não calcula nem recrimina, simplesmente ama.


Amar é a única maneira de captar outro ser humano no íntimo de sua personalidade. Ninguém consegue ter consciência plena daquilo que o outro é sem amá-lo. Por seu amor a pessoa se torna capaz de ver os traços característicos e as feições essenciais daquele a quem se ama, mais ainda, vê o que está contido nele, aquilo que pode vir a ser realizado. Além disso, através do seu amor a pessoa que ama capacita o outro a realizar essas potencialidades.


O amor nos faz conhecer detalhes do outro que talvez ninguém mais se ocupe tanto em perceber e valorizar; e o que a gente conhece a gente ama. É justamente no relacionamento que conhecemos a verdade do outro e isso certamente nos colocará diante de sua incomensurável riqueza, mas também das suas limitações e fraquezas. E pelo amor conseguimos dizer ao outro que ele não precisa ter medo, porque nós temos amor suficiente para não desistir dele, ainda que ele seja imperfeito... Do mesmo modo nós próprios passamos a enxergar também a nossa verdade, as nossas inúmeras limitações e que grande alegria é experimentar da misericórdia de Deus, que se manifesta nos nossos amigos, que mesmo conhecendo nossa fraqueza, continuam a nos amar!


Nos nossos relacionamentos de amizade a gratuidade e a liberdade precisam ter um lugar muito especial. A amizade só pode acontecer num ambiente onde a liberdade se conserva, porque é justamente isso que autentica a gratuidade. A humildade que o amor gera em nós, nos impede terminantemente de fechar a porta por onde o outro possa sair livremente. Não podemos, de modo algum, obrigar o outro aos nossos “favores” por ele; por mais brilhantes e formidáveis que pareçam não serão amor, porque o amor nunca se manifesta na dominação. É por tudo isso que jamais podemos perder de vista o fim último de todo e qualquer relacionamento: Deus! É com Ele que aprenderemos a ser amigos verdadeiros e. mergulhados no seu perfeito amor, estaremos livres de todo medo, desordem, apego e dependência afetiva, enfim de tudo aquilo que é obstáculo para o amor.


Mirando-nos no exemplo de Cristo, abramo-nos aos relacionamentos que Deus nos quer proporcionar, e os vivamos profundamente. Não tenhamos medo de assumir o que Jesus nos propõe, não tenhamos medo de amar mais do que somos amados, não tenhamos medo de experimentar a alegria prometida por Ele, e que virá através do serviço aos outros e do esquecimento de nós mesmos, dos nossos interesses.

Durante esta semana leia este texto, marque o que mais lhe chamou a atenção e partilhe com o nosso verdadeiro e melhor Amigo, que é Jesus. Diante de Deus, reflita sobre como anda os seus relacionamentos de amizade no grupo de jovens? Na escola? Trabalho? Ou em casa?

Deus quer fazer um novo!

“Amigo de Deus, amigo dos homens”.

(João Paulo II)

domingo, 29 de agosto de 2010

O mundo de dentro do jovem

Daniele Costa e Lisieux Rocha

Atualmente, os jovens de uma forma geral conhecem a Internet; sabem as músicas da parada de sucesso; as gírias do momento; as roupas que estão na moda; os artistas que estão em alta; e alguns poucos, ainda sabem acerca de cultura, política; dentre outros assuntos que permeiam as notícias mais em voga. Isso reflete a era da tecnologia, da modernidade, da rapidez, da competitividade; aspectos tão presentes no nosso cotidiano e que nos ordenam cada vez mais conhecimento atualizado e nos implicam em uma rotina de inúmeras exigências para sermos pessoas “ideais”; mas ideais segundo quem?

Infelizmente muitos jovens não sabem nem porque se submetem a certos imperativos do mercado; sejam no nível de atitudes ou de aquisição de bens de consumo; e o pior, não sabem nem distinguir suas verdadeiras preferências pessoais e se pedirmos para falarem de si ou dizerem quem são, não sabem responder ou dão respostas vazias. Os jovens se encontram tão imbuídos na realidade imposta; quer seja pela mídia, moda, sociedade capitalista; que lhes escapam o limiar entre o que originariamente são, acreditam e gostam; do que lhes é apresentado como bom, agradável, correto, e etc.

Ou seja, conhecem o mundo de fora, mas sabem muito pouco de si, não conhecem o mundo de dentro. É comum entre os jovens a dificuldade de expressão dos seus sentimentos, de dizerem o que se passa dentro deles. O dia ‘corre’ muito rápido, são muitos afazeres: escola, faculdade, família, reuniões, academia, televisão, computador; tudo isso faz com que não se tenha oportunidade para parar e encontrar as verdades existentes dentro de si; e a vida superficial é o caminho trilhado constantemente, o qual traduz uma resposta de uma vivência inautêntica. O reflexo disso são as pesquisas que demonstram a grande eclosão de casos de depressão, anorexia, bulimia, fobia, dentre outras patologias que acometem numerosa parcela da população mundial, inclusive entre os jovens.

As pessoas não “gastam” mais tempo com os outros, porque consideram ‘perca de tempo’. As relações interpessoais são hoje, na sua maioria, vazias e artificiais. Perde-se muito ao não conviver com as pessoas, e assim, poder revelar o grande mistério que é a vida do outro e a sua própria vida, que se expressa e se diz nos relacionamentos onde há caridade e doação de si, algumas dentre as características de uma amizade verdadeira. Considerando, que me conheço mais e contemplo a Deus no outro.

O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar. (Catecismo da Igreja Católica, 27).

Encontrar o mundo de dentro é encontrar o tesouro inesgotável da presença de Deus, daquele que pode saciar nossa sede de amor, e nos restituir a verdade de quem nós somos. O que nos torna pessoas autênticas e livres para testemunhar, em um mundo marcado pelo pecado, com a ousadia própria dos ungidos pelo Espírito Santo.

O fato de ser de Deus não castra nossa juventude, nem nos exime de desfrutarmos da beleza contida na obras da criação divina, pelo contrário, nos lança nos relacionamentos saudáveis, em uma vivência legítima. Ser um jovem de Deus é poder viver com intensidade, sendo livre verdadeiramente, podendo optar pelo bem e não se deixar escravizar pelo pecado, pelas paixões desordenadas e nem pelo simples prazer momentâneo, tão característico do pecado. Um jovem cristão vive livremente olhando para a eternidade, para o que não passa, espelhando-se no mistério do Relacionamento Trinitário.

Só Deus não muda, e é esse amor que nos motiva a dizermos não as ocasiões de pecado; é esse amor que nos faz levantar sempre; que nos leva a testemunhar concretamente a benevolência divina; que não nos faz desistir quando nos deparamos com nossas próprias fraquezas, que tantas vezes paralisam a nossa evangelização, a evangelização maior que manifesta-se através da nossa fidelidade a Deus.

Quando tivermos a coragem de encontrar Aquele que habita em nós e a humildade de sempre buscá-lO na oração, muitos O encontrarão na nossa maneira de ser. Já diz o salmo bíblico: Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor. (Sl 5, 3).

Se o homem pode esquecer ou rejeitar a Deus, este de sua parte, não cessa de chamar todo homem a procurá-lo, para que viva e encontre a felicidade. Mas esta busca exige do homem todo o esforço de sua inteligência, a retidão de sua vontade, um coração reto e também o testemunho dos outros, que o ensinam a procurar a Deus.

Postagem enviado pelo Rodrigo (Shalom)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Será que penso como cristão ?

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Será que penso como cristão?

Pensar como cristão é uma necessidade

Uma avalanche de pensamentos e conceitos contraditórios assola a vida de todo ser humano, todos os dias. Até aí, nada de novo. É assim desde tempos imemoriais. Mas, então, por que temos a sensação, cada vez mais “palpável”, de que as crises e batalhas que residem nesse campo parecem ser invencíveis? Por que os pensamentos parecem se tornar, tantas vezes, terreno minado, que se teria de evitar para continuar adiante?

Pensar como cristão revela-se oportunidade ímpar de “adorar ao Pai em espírito e em verdade” (cf. Jo 4, 24)

As respostas que damos a estas perguntas, sejam elas quais forem, precisam brotar da reflexão que surge a partir de outra consideração: por que enxergo meus pensamentos como uma espécie de “região maldita”, pedregulhos em meu caminho, e não como trampolim ou base de sustentação para seguir adiante?

Nossa tendência natural é buscar o afastamento daquilo que nos faz mal. Por consequência, se “evito pensar” sobre meus pensamentos, ou caso isso se torne cada vez mais doloroso, é preciso verificar com sinceridade as causas dessa percepção. Os pensamentos não são por si mesmos ruins ou penosos – se estão neste patamar é devido aos mecanismos que têm regido nossas reflexões.

É aí que preciso fazer, com sinceridade, outra incursão em meu interior e descobrir: Será que penso como cristão? Ou, então, meus pensamentos ainda são um território cativo em que não deixei adentrar a luz do Senhor, que tudo cura e vence?

O que é pensar como cristão?

Para o cristão, pensar nunca faz mal: pensamento implica estar de mãos dadas com o Senhor e nunca proclamar independência da Sua presença. Pensar revela-se como oportunidade ímpar de “adorar ao Pai em espírito e em verdade” (cf. Jo 4, 24) – entregar-Lhe tudo o que se passa no coração e compartilhar com Ele o próprio ser, dilemas e necessidades.

Deus não necessita de nossa expressão para chegar ao conhecimento acerca do que necessitamos: nós é que precisamos nos expressar constantemente para alicerçar o reconhecimento de que temos necessidade da presença d’Ele em nossas vidas. Por isso, pensar como cristão é lançar um brado de confiança a um Pai que nos ama – “Confia ao Senhor os teus cuidados e Ele te ajudará” (Sl 36, 5) –; é ver a Deus – “Quem vê a Deus alcança com essa visão todos os bens possíveis” (São Gregório de Nissa) – e compreender que somente em Cristo tais “bens possíveis” alcançam sua plenitude. “Só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes”, ensina o Papa Bento XVI.

Pensar como cristão não é um luxo ou qualquer coisa de acessório, mas uma necessidade. Uma vez impulsionados pelo Espírito Santo, a fé, a esperança e a caridade movem todas as nossas ações, que sempre são, de alguma forma, manifestação exterior de nossos pensamentos.

Pensar como cristão é concretizar o movimento do Espírito em nossa vida. Se cada ação somente se concretiza porque tomamos uma decisão – que concede àquilo, que até então habitava apenas o nosso intelecto, o status de “real” –, é preciso se decidir convictamente pelo Senhor.

“A relação com Deus é constitutiva do ser humano [...]. A consciência é cristã na medida em que se abre à plenitude da vida e da sabedoria, que temos em Jesus Cristo”, complementa Bento XVI. Aqui, relação é amor, doação: “o que amar a Deus, ame também a seu irmão” (I Jo 4, 21), diz a Palavra. Pensar como cristão é “cuidar de interpretar de modo favorável tanto quanto possível os pensamentos, as palavras e as ações do próximo” (Catecismo da Igreja Católica - CIC, n. 2478). Em outras palavras, é garantir a boa fama do outro e buscar, em união, a salvação.

Por fim, pensar como cristão é fazer com que tudo convirja para o fortalecimento dessa relação com o Pai, é ser presença irradiante do Evangelho no meio do mundo, é estar disposto a cumprir com a exigência de fazer uma viagem ao centro de si mesmo e lançar fora toda e qualquer complacência com aquilo que possa nos desviar do caminho do Senhor (cf. CIC, n. 2520). E é tudo isso que nos dá a certeza de que pensar não traz consigo nada de ruim, pois Cristo está aí disseminado e nos ajudará a reforçar nosso testemunho de santidade e sadia radicalidade.

Peçamos o auxílio do Senhor:

Senhor, reconheço que preciso permitir que Tua luz adentre todas as áreas de meu pensamento. Não quero mais que haja locais sob o jugo da escuridão: ilumina tudo, Senhor!

Que meus pensamentos girem sempre em torno do Teu Amor e, assim, eu possa ser instituído por Ti como fonte de graça para a vida de outros, buscando, em união, a salvação, obra da Tua Graça!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Campeonato de Trave Livre JP2 - 3ª e 4ª rodada

Dia 11/07 - 09:00h/12:00h
3ª rodada
09:00 - Vermelha Mecânica x Os Incríveis
09:30 - Lost Boys x Acoplations
10:00 - Ki Mario x Jehgui

4ª rodada
10:30 - Acoplations x Os Incríveis
11:00 - Lost Boys x Jehgui
11:30 - Vermelha Mecânica x Ki Mario
Desde já estão todos convidados a acompanharem os jogos e torcer pelas duplas do campeonato!!!
Viva o Lado JP2 da Vida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

1º Campeonato JP2 de Trave Livre

Dia 04/07 – 09:00h/12:00h

1ª Rodada
09:00 – Acoplations 5 x 3 Vermelha Mecânica
09:30 – Os Incríveis 0 x 6 Jehgui
10:00 – Ki Mario 1 x 2 Lost Boys

2ª Rodada
10:30 – Vermelha Mecânica 1 x 1 Jehgui
11:00 – Lost Boys 2 x 0 Os Incríveis
11:30 – Acoplations 1 x 3 Ki Mario
Galera do JP2 vamos pra praia domingo de manhã pra torce pra equipes!!!!

sábado, 22 de maio de 2010

2º Emaús

Galera, vem aí o 2º Emaús - Acampamento Jovem JP2 - De 25 a 27 de Junho na cascata do encanto em Camboriú. Garanta já sua ficha de inscrição e participe deste acampamento. Vai ter Show com os Jovens Paulu's, Missa com o Padre Timóteo e muita animação e louvor na presença de Deus!! As fichas de inscrição podem ser adquiridas nos encontros do Grupo JP2 todo domingo as 19:00 hrs. ou com o Douglas ou o Leandro durante a semana. Não perca esse fim de semana que vai mudar a sua vida!!!!!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Maturidade na oração


Maturidade na oração

Quem somos nós para achar que a nossa oração vai ser uma coisa fácil?

Como deve ser a nossa oração? Vamos examinar a nossa forma de orar para que a nossa oração seja eficaz e para que o poder de Deus se manifeste em nossas vidas. Orar com poder não quer dizer que eu seja poderoso, orar com poder é rezar de uma forma tal que deixemos de atrapalhar Deus em fazer a Sua vontade em nossas vidas. Os discípulos de Jesus se aproximam do Senhor da mesma forma que nos aproximamos d'Ele hoje: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lucas 11, 1). Esse pedido nasceu da admiração deles ao verem o Mestre orando.

Jesus se fez homem para nos ensinar o que é ser humano. Não sabemos ser gente, ser humanos. Quando olhamos para o ser humano vemos uma tarefa, uma missão: realizar os sonhos de Deus em nossas vidas. É importante nos darmos conta de que fomos escolhidos por Deus, de que não viemos a este mundo por acaso e agora temos que dar conta da vida. Existe um sonho de Pai, um projeto de Deus para você. A nossa primeira atitude deve ser a de nos esforçarmos para nos adequar a esse projeto do Senhor.

Deus nos criou com uma missão, um projeto, e se fez homem para mostrar o que é ser homem, mas o projeto do Altíssimo em nós está deturpado por causa do pecado original.

Jesus vem se mostrar como ser humano completo. Como ser humano completo, pessoa divina, Ele reza. Só o Evangelho de Lucas nos mostra nove momentos nos quais Cristo estava orando. Sua oração devia ser fascinante, os discípulos se deram conta de que não sabiam como fazer e pediram a Ele que os ensinasse a orar.

Jesus ensina o Pai-Nosso, em duas passagens, mas em Lucas 11, 2, a oração está em uma forma mais abreviada: “Quando orardes dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino”. Aqui já acontece uma revolução, algo extraordinário: o Senhor nos ensina a orar ao Pai para realizarmos o Seu Reino, o reinado de Deus em nossa vida.

No início é um esforço humano, mas Deus nos visita e nos concede o dom, a graça de orar. Não somos nós, mas é Cristo que ora em nós pelo Seu Espírito. Para que isso aconteça é preciso a pregação a respeito do "kerigma", o primeiro anúncio do amor de Deus, da necessidade de renunciar ao pecado e buscar a conversão.

No Evangelho de Marcos, no Horto das Oliveiras, o Mestre também ora. “Não Seja feita a minha, mas a Tua vontade”. Essa é a característica da oração cristã: pedir que seja feita a vontade do Senhor. A oração pagã é diferente, as pessoas perguntam qual é a vontade delas e não a vontade de Deus Pai. Deus é o oleiro, que modela o barro, temos que parar de nos comportar como se fôssemos criadores. Jesus veio ao mundo para nos ensinar a fazer a vontade de Deus.

Um exemplo de oração pagã moderna é a oração baseada na lei da atração. Se desejamos as coisas boas elas acontecem, mas se desejamos coisas ruins, elas também acontecem. Isso é materialismo e paganismo disfarçados, são enganosos tais preceitos. Tantas pessoas morrendo de fome na África, será que essas pessoas não desejam comida?

Está faltando maturidade para compreender o que é a vida humana. Não podemos ser infantis e achar que a nossa vontade é o melhor para nós. Enquanto os pagãos são como os profetas de baal, que clamam por aquilo que desejam; o cristão expressa o desejo de fazer a vontade de Deus. Muitas vezes fazer a vontade de Deus é um verdadeiro parto, mas é a melhor coisa para nós. Se Jesus, nosso Mestre e Senhor, suou Sangue no Horto das Oliveiras, quem somos nós para achar que a nossa oração vai ser uma coisa fácil! Mesmo que a vontade do Altíssimo nos assuste, mesmo que vejamos uma cruz, sabemos que por trás dela, Deus tem uma ressureição para nós. Nós estamos prontos para fazer a vontade do Senhor. Não se trata de fazer a nossa vontade, mas de colocar nosso coração em sintonia com a vontade de Deus.

segunda-feira, 10 de maio de 2010